sábado, 25 de abril de 2009

Todo Setembro - II

à parte do fardo
a poesia leva ao
tempo os rebentos
da minha terra

o sotaque que
tem meu espanto
é esta ração cortada
a tradução do toco
os tais meus maiores
silêncios nos fogos
da artilharia

à parte dos olhos
estonteados
a devorar em
vontade aquilo
que no talvez
só seja o que
se espera da
minha boca

sigo em invenção
de eus não nos
horrores da guerra

porque o enxergar
das trincheiras é,
dos quaisquer
desesperos,
a pior cegueira
dos homens

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